Diplomas de graduação, mestrado e doutorado emitidos no exterior precisam passar por revalidação ou reconhecimento para terem validade no Brasil. O procedimento é necessário para quem deseja exercer profissão regulamentada, comprovar formação acadêmica ou continuar os estudos em instituições brasileiras.
Os pedidos são organizados pela Plataforma Carolina Bori, sistema disponibilizado pelo Ministério da Educação. A plataforma centraliza as solicitações e as informações, mas a análise dos documentos e a decisão sobre cada processo cabem às instituições de educação superior habilitadas.
Qual é a diferença entre revalidação e reconhecimento
A revalidação de diploma estrangeiro se aplica aos cursos de graduação, como bacharelados, licenciaturas e formações superiores equivalentes. Esse processo é realizado exclusivamente por universidades públicas brasileiras que ofertem curso reconhecido na mesma área ou em área equivalente.
Já o reconhecimento de diploma é destinado a títulos de pós-graduação stricto sensu obtidos no exterior, ou seja, mestrado e doutorado. Nesse caso, universidades públicas e privadas podem conduzir a análise, desde que possuam programa de pós-graduação reconhecido e avaliado pela Capes.
Como iniciar o pedido na Plataforma Carolina Bori
A Plataforma Carolina Bori é o canal oficial para iniciar e acompanhar solicitações relacionadas a diplomas obtidos fora do país. O interessado deve acessar o sistema, fazer o cadastro, verificar as instituições disponíveis e escolher a universidade que poderá avaliar o caso.
O uso da plataforma facilita o envio de documentos digitalizados e a consulta ao andamento do pedido. Ainda assim, é necessário observar os critérios definidos pela universidade selecionada, porque cada instituição pode estabelecer exigências adicionais conforme a área de formação e as características do curso.

Documentos para revalidar diploma de graduação
Para solicitar a revalidação de um diploma de graduação, o requerente deve apresentar a documentação exigida pela legislação e pela instituição revalidadora. Entre os itens previstos estão a cópia do diploma devidamente registrado pela instituição estrangeira e o histórico escolar completo.
Também é necessário apresentar o projeto pedagógico ou a matriz curricular do curso, com conteúdos, ementas e informações sobre atividades acadêmicas. Esse conjunto permite à universidade brasileira avaliar a formação cursada no exterior, incluindo disciplinas, carga horária, estágios, pesquisas e atividades de extensão.
Tradução e exigências complementares
Quando os documentos estiverem em outro idioma, poderá ser exigida a tradução para o português. Antes de protocolar a solicitação, o candidato deve conferir se os arquivos estão legíveis, completos e compatíveis com as orientações da instituição escolhida.
As universidades também podem pedir documentos complementares, conforme a formação avaliada. Reunir previamente informações sobre a instituição estrangeira, o curso realizado e a estrutura acadêmica ajuda a reduzir pendências durante a análise.
Como funciona o reconhecimento de mestrado e doutorado
Quem concluiu mestrado ou doutorado fora do Brasil deve solicitar o reconhecimento do título. Além do diploma e do histórico escolar, o requerente precisa apresentar a tese, dissertação ou trabalho equivalente em formato digital, acompanhada do registro de avaliação e aprovação pela instituição de origem.
A documentação pode incluir ata de defesa, nomes dos integrantes da banca examinadora, informações sobre orientação, descrição das atividades de pesquisa e, quando houver, trabalhos científicos publicados ou apresentados em eventos acadêmicos. Também pode ser solicitado comprovante do período de permanência no exterior durante o curso.
Na análise, a universidade responsável considera a regularidade da instituição e do curso, o desempenho acadêmico do interessado e a organização da formação. Na pós-graduação, também podem ser observados indicadores ligados à pesquisa e à reputação acadêmica do programa estrangeiro.
As características do curso realizado no exterior devem ser examinadas dentro de seu próprio contexto. Isso significa que o programa não precisa ser idêntico a um curso brasileiro para ser avaliado, desde que apresente elementos acadêmicos compatíveis com a área e o nível da titulação solicitada.
Revalidação de diploma de medicina exige Revalida
Os diplomas estrangeiros de medicina seguem procedimento específico. O interessado deve iniciar a revalidação diretamente em uma universidade pública brasileira que tenha curso de medicina reconhecido. A instituição verifica a regularidade da documentação e pode emitir a certidão de habilitação para a etapa seguinte.
Depois disso, o candidato apto pode participar do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira, o Revalida. A prova é aplicada pelo Inep e tem duas etapas, em modelo semelhante ao de cursos avaliados pelo Enade 2026, com foco na verificação de conhecimentos e competências exigidos na formação.
A primeira etapa do Revalida avalia conhecimentos teóricos das grandes áreas da medicina. A segunda examina habilidades clínicas em situações práticas, organizadas em estações com pacientes simulados e procedimentos compatíveis com as exigências da formação médica brasileira.
Após a aprovação nas duas fases, o participante deve apresentar o resultado à universidade pública responsável pelo processo. A aprovação no exame demonstra competências teóricas e práticas compatíveis com o exercício da medicina no país e permite que a instituição dê continuidade à formalização da revalidação.
Prazos e cuidados antes de enviar a solicitação
O prazo estimado para a conclusão do processo pode chegar a seis meses, contados a partir da emissão do protocolo pela instituição revalidadora ou reconhecedora. Nos casos enquadrados em tramitação simplificada, os prazos podem ser menores, conforme as regras aplicáveis à graduação e à pós-graduação.
Antes de enviar o pedido, o candidato deve conferir a área do curso, a documentação obrigatória, a necessidade de tradução e as exigências específicas da universidade escolhida. O prazo estimado para conclusão pode chegar a seis meses a partir da emissão do protocolo pela instituição responsável.

