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Coronavírus: como a mutação de um vírus se tornou uma pandemia – Diário Contábil
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Coronavírus: como a mutação de um vírus se tornou uma pandemia

Tudo começou no final do ano passado, 2019, na Ásia; mais precisamente em Wuhan, na China. Mas sua mutação ainda sofre debates e controvérsias. Para entender melhor é preciso considerar as referências do Ministério da Saúde que identificou a primeira versão de Coronavírus na década de 1960; já o Covid-19 é uma das variações da família desse tipo de vírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) nomeou oficialmente a variação da doença Coronavírus como COVID-19 em 11 de fevereiro de 2020, por se proliferar originalmente em 2019, em Wuhan na China. Outras variações da doença já eram conhecidas pelos cientistas como SARS-CoV; MERS-CoV.

Essa doença é conhecida por chegar aos humanos por contaminação com animais como gato e dromedário.

Contudo, o caso de Wuhan e o novo Coronavírus requer mentes abertas e uma boa dose de conhecimento da cultura local. Embora o surto inicial tenha tido uma associação com o Mercado de Frutos do mar de Wuhan, o Professor Andrew Cunnigham da Zoological Society of London no Reino Unido, admite que outro animal pode ter servido de hospedeiro, nesse caso o morcego (já conhecido entre os estudiosos da área por hospedar diferentes tipos de Coronavírus).

Huhan em alerta

O primeiro alerta da OMS foi no encerramento do ano de 2019, em 31 de dezembro. Enquanto o mundo comemorava a entrada do Ano do Sol a Metrópole chinesa se debatia frente aos casos de uma misteriosa pneumonia.

Com aproximadamente 11 milhões de habitantes Wuhan levou bastante tempo para descobrir que disseminava o maior Pandemia da história Contemporânea. Para as autoridades de Wuhan o surto dessa doença estranha parecia ligado ao seu mercado de frutos do mar, assim a transmissão aconteceria entre animais marinhos e humanos. O mercado foi fechado, higienizado e desinfetado.

No entanto, a nova epidemia deixou mais de 2 mil mortos e seu contágio se tornou extremamente rápido e muito letal.

Apesar da hipótese inicial ser a de contaminação de humanos por animais marinhos, em nenhum outro lugar se observou tal referência, reforçando a teoria de outras duas pesquisas que apontam a relação do ser humano com morcegos ou cobras; animas que são utilizados também como alimento na cultura local.

Sem os devidos protocolos de segurança epidemiológica a doença acabou se alastrando pelo mundo começando pela própria China, Tibete, Europa e turistas do mundo inteiro que tiveram em Wuhan naquele período.

A doença Covid-19 evolui de um simples resfriado, para dificuldade de respiração a pneumonia grave e até mesmo parada cardíaca em um período muito acelerado, especialmente em pessoas com baixa imunidade ou comorbidade (doença ou doenças preexistentes que podem ser potencializadas pela fragilidade derivada pelo vírus).

O Contágio

Para os cientistas do Colégio Imperial de Londres, trata-se de uma escala de ligações complexas e rápidas, os estudos revelaram que para cada paciente infectado, duas ou três pessoas que tiveram contato de modo direto ou indireto também pode sofrer contaminação.

Isso porque o primeiro diagnóstico foi realizado por amostragem e dados computacionais. Contudo, a realidade não está tão distante assim dessa perspectiva, senão mais intensa.
Infelizmente o público mai atingido é o dos idosos ou jovens com caso de comorbidade. De acordo com o Comitê Nacional de Saúde da República Popular da China a maioria dos sobreviventes tem em torno até 49 anos e um perfil saudável.

A atenção aos sintomas são indispensáveis. Caso você tenha febre, tosse, dificuldade em respirar e falta de ar; casos de insuficiência renal também foram relatados; procure as orientações da cidade, notifique os meios de controle epidemiológico e mantenha-se em isolamento ou distanciamento social até as autoridades fazerem seu devido encaminhamento. Como qualquer vírus, procure estar bem hidratado, alimentado e evite contato social. Em caso de emergência não hesite em ir direto ao hospital.

Novos modos de viver

Com a proliferação e a fatalidade do vírus, pois ele pode ser transmitido por vias aéreas e até ficar aderido em diversos lugares como maçanetas de porta, embalagens, a OMS indicou alguns procedimentos como isolamento social, higienização constante de mãos e objetos com álcool 70%, solução clorada, uso de máscaras. Manifestações de proximidade e afeto não são indicadas no momento: como beijos, abraços e grande proximidade de corpos. Bons amigos agora fazem chats à distância, sapatos ficam nas portas de casa. a natureza se apropria das paisagens urbanas quase esquecidas e novos Modos de Viver se tornam necessários.

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