Vacina da Covid-19 começa a ser testada em SC

Pesquisadores da Universidades Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Hospital Universitário de Florianópolis podem encontrar soluções com a vacina da Poliomielite, que é um tipo de vacina de organismos vivos e pode prevenir e reduzir sintomas da Covid-19.

Embora a pesquisa tenha apenas o subsídio, da Fundação de Amparo a Pesquisa (FAPESP), a equipe de Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina e do Hospital Universitário de Florianópolis está otimista e começa os testes ainda neste mês de junho.

O público inicial dos testes é aquele que está à frente do combate, ou seja, em torno de 300 profissionais da área da saúde da capital e da Grande Florianópolis serão testados considerando sua grande exposição ao vírus Covid19.

Junho: o mês dos testes. Os pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com o Hospital Universitário (HU) estão otimistas, pois acreditam que a vacina da Poliomielite pode ter resultados favoráveis no combate à Pandemia.

Em cada região do Brasil e no mundo, pesquisadores buscam soluções emergenciais cada vez mais eficazes para combater a doença provocada pelo Novo Coranavírus.

É fato que uma vacina específica pode demorar mais de um ano para ser desenvolvida, assim o grupo de pesquisadores que inclui médicos, cientistas, professores e estudantes mapeou vacinas já existentes e com eficácia nas imunizações que possam ajudar no combate ao Covid-19.

A escolha está relacionada ao tipo de vírus e a capacidade do medicamento de alta proteção, além de criar uma barreira contra o vírus ao atingir as vias respiratórias e pulmões.
Essa é uma escolha bastante interessante, pois as características desse tipo de vacina têm realmente um potencial muito forte, já que muitas delas são tomadas na infância e protegem as pessoas durante toda uma vida.

Destacam-se a BCG, a vacina do sarampo e a da poliomielite: todas as vacinas dessa linha têm microrganismos vivos alterados e utilizados de forma direcionada, para que o corpo tenha poucos efeitos adversos e consiga criar imunidade.

A escolha pela vacina da Poliomielite não é aleatória, os pesquisadores da UFSC e Hospital Universitário contam com trocas de experiências e resultados já alcançados com os estudos nos Estados Unidos.

No país norte americano e a indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) se iniciaram testes com a vacina contra o sarampo, embora o uso da vacina contra poliomielite ainda tenha referências insipientes. Contudo, sua eficácia tenha sido uma provável inspiração e fundamentação lógica para seu uso no Brasil.

Ao definir as hipóteses e objetivos do uso deste medicamento como testagem em humanos expostos ao Covid-19, os pesquisadores buscam confirmar a capacidade da vacina de imunidade inata por duas frentes:

• Prevenção da contamição contra Covid-19 entre quatro a dez semanas logo após imunização;
• Capacidade da vacina em reduzir sintomas em infectados com a doença, estimulando anticorpos.

O Covid-19 trouxe para os cidadãos catarinenses a preocupação com os 13,3 mil pessoas infectadas e as quase 200 mortes confirmadas no estado. Além da preocupação de que uma próxima onda ou a abertura gradual do isolamento social adicione ainda mais prejuízo a uma população tão apreensiva. Assim, há bastante esperança e expectativa na divulgação dos primeiros dados da pesquisa que deve ocorrer em três ou quatro meses, consolidando em seis meses os resultados finais.

Como funciona a pesquisa

Dentre os 300 voluntários, 150 pessoas receberão a vacina e os demais, 150 pessoas recebem um placebo. Cada pessoa será acompanhada periodicamente e passará por testes para saber se contraiu a Covid-19. Em caso afirmativo, além dos devidos encaminhamentos, serão analisados como se desenvolveram os sintomas. Também seguem passando por testes rápidos para confirmar a contaminação e sorológico para contagem da produção de anticorpos.

O cerne da pesquisa ocorrerá no Centro de Pesquisa do Hospital Universitário de Florianópolis, que atende pacientes da Capital e Grande Florianópolis.

Aguardamos que ao longo desse inusitado ano 2020 tenhamos respostas favoráveis à iniciativa. Vale ressaltar que o investimento na pesquisa é algo em torno de R$ 100 mil reais (via edital de fomento), e de acordo com o governo de Santa Catarina e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), estejamos com mais uma orientação assertiva num Estado brasileiro que se destacou positivamente no combate à Pandemia.

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